Em assembleia geral na noite desta terça-feira (1º), convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), os servidores da educação da rede municipal de ensino de Parauapebas decidiram parar por um dia, para pressionar a prefeitura a reabrir a mesa de negociação para tratar do reajuste salarial do funcionalismo público municipal, entre outras reivindicações.
A paralisação será no próximo dia 10, e o Sintepp já começa a mobilizar para a adesão dos educadores de todas as 76 escolas e 36 anexos, com a chamada “Vamos parar pro diálogo voltar” diante da decisão do prefeito Aurélio Goiano de encerrar unilateralmente a mesa de negociação, por meio de ofício, atitude considerada “desrespeitosa” pelos sindicatos, que desde janeiro – data-base dos servidores – tentam negociar com o governo.
A exemplo de todas as demais categorias de servidores municipais de Parauapebas, os educadores rejeitam o reajuste salarial de 5% proposto pelo prefeito Aurélio Goiano. “Nosso reajuste sempre foi com base no percentual do piso do magistério”, ressalta o coordenador-geral do Sintepp em Parauapebas, Raimundo Moura, observando que este ano o piso foi 6,27%.
Ao lado dos sindicatos dos Servidores da Saúde (SindSaúde) e dos Servidores Públicos do município (Sinseppar), o Sintepp reivindica pelo menos 7,5% de reajuste salarial, para que a categoria tenha algum ganho real tendo em vista que, em 2024, a inflação engoliu 4,85% dos salários.
Antes de a prefeitura surpreender os sindicatos com o encerramento abrupto da mesa de negociação, as partes conseguiram chegar a um único acordo: aumentar de R$ 1,3 mil para R$ 1,5 mil o valor do vale-alimentação. Projeto de lei promovendo o reajuste já deveria ter sido enviado para o Legislativo municipal, para aprovação, o que não ocorreu até o momento.
Outra reivindicação do Sintepp é para que a prefeitura mantenha direitos estabelecidos no Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCR) da categoria diante da ameaça de cortes de gratificações “de difícil acesso” para professores do campo e da educação especial, um ponto da pauta que também em nada avançou.
(Blog zedudu/Hanny Amoras (Jornalista – MTb/PA 1.294. Foto: divulgação)